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É difícil quantificar o número de adolescentes que, anualmente, engravidam no nosso País. E, mesmo que existisse um estudo detalhado sobre o assunto, os números apresentados seriam sempre incertos, uma vez que muitas são as jovens que, desesperadas pelo acontecimento, recorrem ao aborto, sem que ninguém chegue a saber o que aconteceu.
Mas, de qualquer forma, segundo estudos realizados em 2003, pela organização “Save The Children”, Portugal é o quarto país da União Europeia em mães adolescentes e o oitavo entre os países mais industrializados. Nesse ano, Portugal registou 17 nascimentos por cada mil jovens entre os 15 e os 19 anos, número ainda assim longe, por exemplo, do registado nos Estados Unidos da América, com 53 nascimentos por cada mil adolescentes. O mesmo relatório informa que todos os anos mais de 70 mil crianças morrem devido a complicações durante a gravidez e o parto. Isto porque uma jovem com menos de 20 anos que tenha um filho tem um risco 50 por cento maior do que o de uma adulta de morrer na sequência da gravidez ou do parto.
Maria Joana Mendes, directora técnica farmacêutica, diz existirem muitos casos na região Oeste, principalmente com jovens de 16 e 17 anos. Sobre os riscos da gravidez na adolescência, defende que depende “do organismo de cada uma, pois cada jovem tem um processo diferente em termos hormonais e de crescimento”. No entanto, mesmo que tudo corra pelo melhor em termos de saúde, existe sempre a grande probabilidade de que uma gravidez precoce afecte o crescimento psicológico da jovem.
